Cavalos & Cavaleiros San
pié, san cheval?
Sem ranking. Sem enduro.
Projeto
para ranking de enduro eqüestre
por
Luiz Alberto M. de Carvalho e Silva
I. Introdução
O Brasil conta com o maior plantel eqüino do mundo,
ao redor de 6,8 milhões de animais. Estatisticamente,
a probabilidade de termos bons indivíduos em nosso
plantel excede largamente a seleção genética,
sem, contudo, diminuir-lhe a importância. Também
a geografia é favorável ao enduro, visto que
possui as mais variadas paisagens, nos mais diversos relevos
e com os mais diferentes climas. Não há como
negar que aqui se encontrem as condições necessárias
para que o Brasil atinja, no cenário internacional,
posição equivalente no enduro eqüestre,
as que hoje ocupa no vôlei de praia e no iatismo. O
que está impedindo tal avanço?
Nossos oito anos como cavaleiros e mais de dez como proprietários
levam-nos a crer que a forma com que se dão – melhor,
com que não se dão – os campeonatos seja
o maior entrave. Ao contrário das demais modalidades
do hipismo, em que se fazem competições internas,
o enduro requer grandes espaços e locais, a um só tempo,
bucólicos e de fácil acesso. Ocorre que tais
ambientes não se encontram em um só endereço,
sendo preciso deslocar-se o circo todo a cada prova. Assim,
se queremos ver o esporte difundindo-se, há que se
diminuir o maior gerador de custos: o deslocamento. Além
disso, as provas de enduro, por definição,
são extenuantes para os animais. Em outras palavras,
um mesmo cavalo não consegue fazer tantas provas quanto
os animais que são usados nas demais modalidades do
hipismo.
Hoje, o campeonato brasileiro dá-se em única
etapa. Não havendo a menor possibilidade de alternância
durante o ano, as provas intermediárias de nada servem, à exceção
das que se destinam à observação de
conjuntos para competições no exterior. Não
há, pois, motivação alguma para que
o esporte cresça, induzindo, atrair patrocínios
e visibilidade que lhe garantam o sucesso. Para agravar o quadro, nota-se clara tendência à extinção
das categorias de base, eliminando-se intencional e constantemente
as provas de curta distancia, na elitista crença de
que não é o kart que faz o automobilismo, mas
a Fórmula 1. Explicando melhor, a Fórmula 1 é o
que se almeja e que somente os melhores conseguem. O kart,
por sua vez, é a diversão de fins-de-semana
para uns e iniciação para outros, que só conseguem
chegar às categorias de topo depois de intensa qualificação.
O que seria das fábricas de chuteiras sem o futebol
de várzea?
É, portanto, imperativo que a modalidade,
em todas as suas categorias, alastre-se por todo o território
e que se tenha como avaliar à distância a eficiência
dos conjuntos, tal que, não só o esporte simultaneamente
se popularize e profissionalize, como haja meios para que
a participação do Brasil no exterior torne-se
ainda mais bem sucedida.

O presente trabalho visa apresentar
uma sugestão para
que se crie uma classificação nacional à modalidade,
o que permitiria atingirem-se os objetivos descritos acima. No segundo capítulo, apresentaremos o enduro como
negócio sob os pontos de vista do participante, do
promotor e do patrocinador. No terceiro capítulo,
discutiremos como equalizar as provas em termos de avaliação,
passo essencial para a definição de um ranking.
No quarto, discorreremos sobre ele em si. No quinto, faremos
algumas simulações com base nas fórmulas
descritas nos capítulos anteriores.
Pedimos aos leitores que interpretem o texto como sendo
uma sugestão, um pontapé inicial, para o desenvolvimento
científico de um ranking capaz de impulsionar o esporte,
alcançando o lugar que lhe é cabido.
II: Aspectos Comerciais.
Apesar de não ser o mais glamuroso entre os esportes
hípicos, o enduro é indubitavelmente o mais
caro. Para que se tenha uma idéia, suponhamos que
um proprietário possua um animal em uma das sociedades
hípicas mais tradicionais e caras de São Paulo.
Terá, segundo levantamento sigiloso feito em abril
de 2004, uma despesa de aproximadamente R$ 1.200,00 ao mês,
incluindo ferraduras, estadia, alimentação
extra e picador.
Sem sair do recinto, portanto, sem ter despesas como frete,
baia e exames de AIE, esse mesmo proprietário, que
não é um profissional, poderá competir
todos os meses, a um custo de inscrição de
por volta de R$ 50,00. Seu custo anual será, pois,
de R$ 15.000,00. Desta forma, cada prova vai-lhe custar não
mais que R$ 1.250,00, sem levar em conta a freqüência
do desfrute, visto que, estando dentro da cidade, pode-se
montar diariamente.
O enduro, por seu turno, apesar de a pensão ser mais
barata, custa, para um cavalo de ponta, os mesmos R$ 1.200,00
ao mês. Para que o proprietário desfrute de
sua montaria terá que se deslocar ao centro que geralmente
fica fora da cidade, pagando pedágio e combustível.
Se imaginarmos o percurso de São Paulo a Sorocaba,
por exemplo, estaremos simulando muitos locais próximos
como Campinas, Bragança ou Itatiba. Serão 180
km a R$ 0,60 de custo por quilômetro e R$ 13,40 de
pedágio, somando R$ 121,40 por viagem ou R$ 970,40
ao mês, de sorte que desfrutar do convívio com
o animal de enduro custa R$ 2170,40 ao mês ou, por
ano, R$ 26.045,00.
Imaginemos
que cada prova custe em média R$ 1.000,00
e que o cavalo só faça quatro provas ao ano.
Teremos um custo total de R$ 30.045,00 ou R$ 7.511,00 por
prova, o que equivale a seis provas de um cavalo residente
numa hípica renomada.
Não há como pensar em popularização
para esse esporte, a não ser que seu custo caia radicalmente,
o que só pode acontecer sob duas condições:
manutenção das provas curtas e a regionalização
dos campeonatos. Em provas de até 40 km, um cavalo
pode tomar parte em uma prova por mês sem dano, haja
vista que o que se percorre em treinos de longa é semanalmente
muito mais do que isso.
Por outro lado, regionalizando-se os campeonatos, o custo
de deslocamento cai substancialmente, principalmente se os
cavalos puderem ir e voltar no mesmo dia, isentando-se o
participante do pagamento de baias, e outras despesas de
deslocamento. Aproximadamente setenta e cinco por cento das
competições nos Estados Unidos contam com provas
de curta distância (25 milhas), que concentram setenta
por cento dos participantes. Abrir mão das provas
curtas e de fomento é jogar fora setenta por cento
do mercado potencial. Se mantivermos as provas sem calendário
e com grandes deslocamentos, os trinta por cento restantes
reduzir-se-ão à metade. Podemos concluir, pois,
que, a não ser que se tomem medidas objetivas, o enduro
no Brasil continuará restrito a quinze por cento do
mercado potencial.
Dividiremos o patrocínio em três diferentes
grupos: local, regional e nacional. Local é o pertinente à cidade
ou cidades envolvidas em um dado campeonato. Regional refere-se
aos campeonatos pertencentes a uma federação.
Nacional, por sua vez, é o que abrange os campeonatos
capitaneados pela confederação.
Um campeonato regional terá grandes chances de ser
patrocinado localmente, se a cidade ou as cidades que o vão
sediar interessarem-se por trazer turismo ao município,
além de as empresas ali instaladas verem a promoção
da região como propaganda institucional. Da mesma
forma podemos interpretar o comportamento dos patrocinadores
acerca dos campeonatos estaduais e, principalmente, do brasileiro.
O patrocínio também se divide entre para eventos
e para equipes. Ambos, visto que a lei Rouanet canalizou
todo o incentivo fiscal pretensamente à cultura, visam
retorno de “mídia”. A visibilidade vem,
sobretudo, da popularidade do esporte, o que só se
consegue com campeonato ou conjunto de campeonatos empolgantes,
com alternância na liderança e a expectativa
do resultado do próximo evento, como próximo
capítulo em uma novela. Além disso, a verba
de propaganda e patrocínio das empresas é anual
e definida em outubro para o ano seguinte inteiro, o que
torna imprescindível um calendário claro e
imutável. Em outras palavras, só é viável
conseguir patrocínio, seja em que âmbito for,
se o campeonato que se vai patrocinar tiver chances de ser
um sucesso de participação e de mídia.
Resumindo, sem campeonato, nem patrocinadores nem competidores
têm o menor motivo para participar, pois não
se vai a lugar algum, não se persegue nenhum resultado.
Desta forma, não há por que empresas disporem-se
a promover eventos de enduro eqüestre. São elas
que usam sua competência de duas formas: obtenção
de patrocínio e organização de eventos.
A competência advém da competição,
da disputa de mercado, que só existe se mercado houver.
Cabe às promotoras de eventos montar campeonatos regionais,
tal que os participantes possam escolher de qual pretende
participar, seja pela qualidade da organização,
seja pela beleza da região, seja pelo convívio,
seja pelo custo.
Tomemos o Vale do Paraíba como exemplo. Ali há condições
para promoverem-se mais de dez provas ao ano sem repetir
local e trilha, num raio de 50 km, usando-se cidades como
Salesópolis, Guararema, Pindamonhangaba, Santa Branca
e muitas outras, atendendo um mercado tradicional na criação
e competição eqüestre. Como esta, poderíamos
montar uma enciclopédia das trilhas possíveis
organizadas por região.

Imprescindível é que nada seja em vão,
que não se vá a uma prova somente por ir. Essencial é que,
indiferentemente de quem organize ou onde seja, que as provas
valham pelo que são, como competição.
Mais importante ainda é que as regras individuais
das provas possam ter certa flexibilidade, sem que se afetem
os pontos nelas auferidos.
Assim, cada organizador terá liberdade para montar
seu campeonato conforme o mercado que pretenda atingir, mas
que isso não alije os participantes de concorrer a
um prêmio maior. Imaginemos que um organizador ou grupo
de organizadores ache que somente provas de 100 km em categoria única,
como é o Circuito Open, sejam o anseio de sua clientela
potencial. Não se pode impedir que esse nicho de mercado
seja atingido, devendo-se, ao contrário, fomentar
semelhantes alternativas através de um ranking que
coloque essas provas no mesmo método de avaliação
em que outros organizadores encontrarão seu mercado
particular.
III. Equalizando as Provas.
O maior desafio na constituição de um ranking
objetivo e justo para o enduro eqüestre é equalizarem-se
as provas. O Brasil, por ter dimensões continentais,
conta com uma variedade de cenários em que se pode
praticar esse esporte, indo dos corichos do Pantanal às
dunas de Lençóis (MA), passando pelos íngremes
morros da Serra da Mantiqueira, em que a temperatura pode
ir abaixo de zero em certas épocas. Assim, neste capítulo,
descreveremos, variável a variável, a fórmula
que julgamos ser a mais justa para equalizarem-se as provas.
A função do ranking é dar meios de
comparar conjuntos que competem em diferentes regiões,
em diferentes campeonatos e, mesmo que nunca se tenham encontrado,
sejam comparados. Nossa idéia é que os 20 melhores
de cada estado em cada categoria participem da final de sua
federação, enquanto os 20 melhores de todo
o País em sua categoria participem da final da confederação.
Desta forma, teremos tantos campeonatos quantos o mercado
suportar sem, contudo, deixar o enduro sem rumo, como párea
entre os esportes hípicos, pelo contrário,
atrativo e popular nesse meio.
3.1. O número de pontos de cada competição
deve ser função direta da distância percorrida,
posto que, quanto maior ela for, maior será o desgaste
do animal. Assim, cada quilômetro percorrido valerá um
ponto.
3.2. Quanto mais acidentado for o percurso, maior será o
desgaste do cavalo, de forma que a quilometragem da prova
deva ser ajustada às dificuldades. Partindo-se do
princípio de que no plano o esforço de deslocamento
não tem a aceleração da gravidade a
influenciá-lo, o coeficiente de dificuldade (GD) será o
quociente da quilometragem medida, considerando-se o relevo
pela medição em projeção plana.
Para fazer isso de forma simples basta percorrer a trilha
de motocicleta, medindo o percurso pelo hodômetro,
ao mesmo tempo em que se faz a medição por
GPS (global posicioning system), com a função
altitude desligada. Em outras palavras, se o percurso for
totalmente plano como uma praia, por exemplo, o coeficiente
de dificuldade será 1, de sorte que o número
de pontos obtidos pelos participantes será idêntico
ao número de quilômetros percorridos.
3.3. Quanto maior for a temperatura, maior será o
grau de dificuldade. Isso se deve a que o trabalho induz
o aumento de temperatura, e a temperatura ambiente dificulta
a troca de calor, exaurindo mais rapidamente a montaria.
Como a água não se encontra pura no organismo,
estando associada a sais, o uso da medição
em graus Fahrenheit parece ser a mais apropriada. É consenso
na medicina desportiva que os 72ºF (aproximadamente
22’C) seja a temperatura de maior rendimento.
Assim, Ft = Ö (Ta/72), onde Ft é o fator de
temperatura e Ta é a temperatura média do dia
da prova. Por tratar-se de um fator, para diminuir o seu
peso no cômputo geral, usamos a raiz quadrada da fração.
Isso faz com que as variações não sejam
tão abruptas. Para quem achar dificuldade em obter
essa informação, basta entrar em www.climatempo.com.br,
obtendo esse valor para o dia de interesse na região
em questão.
3.4. A perda de água do organismo é função
direta da umidade ambiente, visto que esta dificulta a evaporação,
desidratando o animal em função direta. A medicina
desportiva apresenta os 50% como sendo a de maior conforto.
Assim, usaremos Fu = Ö (Ua/50), onde Fu corresponde
ao fator de umidade e Ua é a umidade relativa média
do dia da competição. Da mesma forma em que
no cálculo do fator de temperatura, usamos a raiz
quadrada da fração para evitar que as variações
de umidade relativa provoquem distorções na
comparação entre as provas. A fonte de informação
pode ser a sugerida no parágrafo anterior, sendo,
portanto, de fácil obtenção.
3.5. Quanto maior for a velocidade, maior será o
mérito. Assim, Fv = Vi/Vm, onde Fv significa o fator
de velocidade, Vi é a velocidade individual e Vm é a
velocidade média da prova. Desta forma procuram-se
capturar outras variáveis que podem influenciar o
resultado que não pertençam ao modelo. Os corichos
do Pantanal e as travessias de rios são bons exemplos
disso, visto que não se constituem em aclive ou declive,
mas diminuem inexoravelmente a velocidade média da
prova.
3.6. Finalmente, há que se capturarem as variáveis
restantes, que são inúmeras. Para isso criamos
o Fs (fator de sucesso) que é a divisão do
número de conjuntos que largaram pelo número
de conjuntos que concluíram a prova. Com isso queremos
medir a dificuldade geral da competição, partindo
da premissa de que, quanto maior for o número de desistências
e eliminações, mais difícil seja o percurso
ou mais competitivo ele terá sido.
3.7. A fórmula que apresenta o número de pontos
com que cada conjunto pode contar é
P = Kma * Ft * Fh * Fv * Fs
P, naturalmente, indica o número de pontos daquela
etapa.
IV. O Ranking.
O Ranking deve caracterizar, de forma objetiva e justa os
melhores conjuntos, tal que se componha um Campeonato Brasileiro
realmente competitivo e emocionante. Além disso, o
Ranking deve servir como base para que se escolham os animais
a serem observados para as competições internacionais.
Para que tal escolha assim como a definição
do resultado sejam proveitosos, o Ranking deverá cobrir
os seguintes aspectos.
4.1. Abrangência, cobrindo todo o território
nacional, tal que tenhamos consciência do nosso plantel
como um todo. Daí usar-se a somatória dos pontos
obtidos nas competições em que o conjunto tenha
tomado parte no período estipulado para análise.
4.2. Cavalos e cavaleiros, bem como quaisquer seres vivos,
têm um ciclo de eficiência. Assim, sugerimos
que o ranking seja feito nos últimos 12 meses de competições.
Se estivermos em março, por exemplo, o ranking basear-se-á no
período compreendido entre março do ano anterior,
a fevereiro do corrente.
4.3. A constância deve ser um parâmetro, se
quisermos contar com bons conjuntos. De nada nos adiantam
os que vencem uma prova ao ano, faltando parte das demais
ou mancando no resto. Sugerimos, pois, que se use a média
do número de pontos obtidos prova a prova. A somatória
simples fará com que os animais que participam de
maior número de provas tenham vantagem excessiva sobre
os que participam menos, sem, contudo, serem de fato melhores.
4.4. O número de participações, no
entanto, também demonstra a saúde e resistência
dos cavalos, de sorte que o número de provas disputadas
deva ser recompensado, sem, no entanto, impedir-se que um
conjunto abra mão de uma prova ou outra para maximizar
o resultado de seu treinamento. Assim, propomos que a cada
etapa concluída acresçam-se dez por cento no
número de pontos do ranking. Desta forma, a primeira
prova valerá cem por cento do número de pontos
nela obtidos; a segunda promoverá um fator de assiduidade
de 110%, a ser aplicado sobre a média de pontos obtida
em ambas, e assim por diante.
4.5. A fórmula para o ranking será:
R = Pm*1,1(N – 1)
R representa o número de pontos do conjunto no ranking.
Pm é o número de pontos médio, considerando-se
as N últimas provas concluídas nos últimos
doze meses.
V. Simulação.
A
tabela 5.a apresenta os resultados obtidos por um conjunto
imaginário em cinco provas igualmente fictícias.
Dela podemos tirar algumas conclusões.
5.1. A prova 1 mostra que se ir bem em uma prova difícil
traz um grande número de pontos no ranking. Isso,
no entanto, não garante coisa alguma, pois, como vimos
na segunda, em que o conjunto foi mal em uma fácil,
a média fica prejudicada, com difícil recuperação.
Assim, a regularidade está sendo privilegiada, como
era premissa deste trabalho.
5.2. As provas mais difíceis dão realmente
mais pontos, melhorando a média do conjunto, independentemente
do desempenho instantâneo, o que é um prêmio
ao condicionamento físico do animal, que lhe permite
estar entre os que concluíram a etapa.
5.3. A quarta prova, que foi difícil, não
influenciou o ranking exageradamente, mas abriu as portas
para uma recuperação. Se isso não acontecesse,
o conjunto poderia desanimar no meio do campeonato, deixando-o
menos emocionante. Em outras palavras, a variação
de pontos não deve colocar ninguém no alto
do podium antes da hora, nem fazer com que ele fique inalcançável.

5.4. O método proposto parece resolver um dos maiores
problemas dos sistemas em uso: o descarte. Se, por um lado,
o descarte é justificável pelo fato de o cavalo
ser um ser vivo e poder não estar bem para uma dada
etapa, não sendo por isso pior ou melhor; por outro,
está-se desprezando o esforço de muitos competidores
em comparecer a todas as provas, abrilhantando o espetáculo.
O resultado final do conjunto fictício mostra claramente
o prêmio obtido pela assiduidade, bastando para tal
comparar os valores apresentados na coluna do ranking com
os demonstrados na coluna da média aritmética.
5.5. A aplicação
da raiz quadrada nos fatores de temperatura e umidade demonstrou
ser interessante para
impedir, como aconteceu na segunda prova, que sua perda de
importância fosse exagerada. Explicando melhor, se
usássemos o valor puro e simples, a perda de pontos
provocada pela perda de umidade relativa seria de 32%, o
que é, sem dúvida, um exagero. De qualquer
forma, o mesmo artifício pode ser usado em qualquer
dos fatores, o que permite ajustar-se o sistema ao longo
do desenvolvimento.
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