PENEDO,
A FINLÂNDIA BRASILEIRA.
Seu ar de montanha, suas cachoeiras,
sua culinária
variada (nacional e internacional), o artesanato e, em especial,
sua hospitalidade, fazem da cidade, fundada em 1929 por imigrantes
finlandeses, uma opção obrigatória de
lazer e turismo. Para quem viaja pela Rodovia Presidente
Dutra, no sentido Rio-São Paulo ou São Paulo-Rio,
Penedo (a 3 km da estrada) é uma excelente escolha
para pernoite.
A
COLÔNIA
Não existe em Penedo registro nominal sobre os que
vieram, mas no período de 1 de setembro de 1927
até 16 de outubro de 1940, chegaram ao porto do
Rio de Janeiro 296 finlandeses, registrados 208 como imigrantes.
O período de maior fluxo foi o ano de 1929 quando
chegaram 122 colonos. Em 1930 ainda chegaram 21, e em 1931,
23. No restante do período, que terminou com o início
da Segunda Grande Guerra, as chegadas foram pequenas, a
não ser em 1938, quando chegaram 19 imigrantes.
Como previsto no Projeto Habitacional de Penedo, nos primeiros
anos, até que cada um pudesse construir sua casa
em um dos 250 lotes da fazenda, a vida foi em comunidade.
Praticava-se uma lavoura de subsistência, e cultivavam-se
viveiros de mudas de laranja, cuja venda constituía
a principal fonte de renda da colônia. Muitos, decepcionados
com as duras condições de trabalho, retornaram à Finlândia.
As terras da Fazenda Penedo não eram boas. Assim,
alguns obtiveram de volta o dinheiro que tinham investido
e procuraram outras terras.
Com a queda da indústria da laranja na Baixada
Fluminense, cessou esse mercado, e os finlandeses tiveram
que procurar outras alternativas. Foi tentado o cultivo
de tomate, mas as dificuldades de fazer chegar a produção
ao mercado fizeram com que alguns se dedicassem à criação
de galinhas. E, agindo em conjunto, comprando rações
e víveres por atacado, acabaram formando uma cooperativa
informal. Essa cooperativa informal foi a base do atual
Clube Finlândia, fundado em 1943.
DISPERSÃO DA COLÔNIA
O final da década de 30 foi de grandes dificuldades,
a vida só melhoraria para os finlandeses com a venda,
em 1942, de parte da fazenda a uma companhia suíça
que lá estabeleceu a Companhia Plamed, para a produção
de plantas medicinais. Com o produto dessa venda conseguiu
Uuskallio saldar suas dívidas, tinha hipotecado
a fazenda, e todos se beneficiaram. Alguns receberam de
volta o que tinham investido outros obtiveram trabalho
nos serviços de plantio de eucaliptos, beneficiamento
das essências medicinais, e na construção
de estradas e pontes.
Foi nesse período que a indústria hoteleira
de Penedo teve seu início. A Colônia, com
seus habitantes louros e costumes diferentes, a sauna
por eles introduzida, seus bailes com polcas, mazurcas
e tangos,
atraia as pessoas. E, havendo agora lugar na Casa Grande,
desocupada pelos colonos, passou lá a funcionar
o primeiro hotel de Penedo. Aumentando o movimento, passaram
os finlandeses a receber hóspedes também
em suas casas. Naquela época havia o hábito
de se passar as férias anuais, geralmente de duas
semanas, em hotéis-fazenda, em regime de pensão
completa. As reservas eram feitas por carta, telefone praticamente
não havia, e os hóspedes chegavam após
viajar em 6 horas de trem do Rio, ou um pouco mais de São
Paulo. Da Estação Marechal Jardim, onde desembarcavam,
eram transportados para Penedo às vezes até de
carro de boi, quando não havia uma charrete.
A boa comida, e a vida simples e agradável faziam
com que voltassem e recomendassem aos amigos. E com a ampliação
das casas nasceram as pensões de D. Lídia,
D. Hilja, D. Siiri e D. Liisa.
PENEDO HOJE
O turismo, verdadeira vocação de Penedo,
fez com que as primeiras pensões completas se transformassem
em uma rede de 52 hotéis e 39 restaurantes, lanchonetes
e bares. Mas, não sendo nem de duas dezenas o número
de finlandeses atualmente residentes em Penedo, existe
uma grande preocupação de preservar a presença
finlandesa. Para isso tem atuado o Clube Finlândia,
fundado em 1943, em cujos bailes dos sábados se
apresenta o Grupo de Danças Tradicionais, e que
desde 1993 abriga o Museu Finlandês da Dona Eva,
museu em que podem ser vistas através de peças
antigas e modernas a arte e a cultura da Finlândia.
Tem o museu recebido cerca de 500 visitantes por mês.
Com a existência de diversos Haras na região,
inclusive com escolinhas de equitação, são
promovidos regularmente competições locais
e leilões de cavalos de raça, especialmente
Mangalarga Marchador. Os empresários do setor vêm
se mobilizando para transformar Penedo num dos principais
centros eqüestres do Vale do Paraíba.
A partir de pequenas pousadas, o turismo
em Penedo cresceu e floresceu a ponto de possuir uma das
maiores concentrações
hoteleiras do estado do Rio de Janeiro, que vão
desde o hotel 04 estrelas até o camping. Não
seria exagero dizer que, em Penedo, se encontram hotéis
e pousadas para todos os gostos, desde os mais requintados
aos mais rústicos, com uma infinita gama de opções.
Em Penedo existem hotéis grandes, dotados de centros
de convenção, como o City Park, até pousadas
pequenas como o Chalé Laço e Nó. Quem
gosta de um intenso contato com a natureza, encontra excelentes
opções, como a pousada Arboretum, a Challenge
e o Trilha, com árvores frondosas e proximidade
da mata e do Rio das Pedras. Na parte alta, oferecendo
belas paisagens entre outras opções, está o
Hotel Fazendinha. No hotel Britannia e Pousada do Lago
além de se sentir em casa você fica em lugar
tranqüilo, aconchegante e central.
Uma peculiaridade de Penedo é que um grande número
de hotéis - inclusive os maiores e de maior movimento
- além de outros negócios, como restaurantes
e lojas de artesanato, são de propriedade de mulheres,
por elas dirigidos ou sócias das mais ativas. O
espírito empreendedor dessas mulheres, que fundaram
a associação de hoteleiros, tem permitido
a realização de grande número de eventos,
que criam atrações extras para o turista.
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