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Endurance Brasil
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Brasileiro no podium em Compiègne
André Vidiz conquistou o terceiro lugar na prova de 160 Km


FOTO DIVULGAÇÃO
SITE WWW.OPEN-60.COM


CEIO ** - 130 Km - 21 de Agosto
CEIO*** - 160km – 21 de Agosto
CEI**- 130 Km - Troféu das Equipes - 23 de Agosto
20/ 40/60/90 Km - Concurso Regional - 24 de Agosto



VÍDEO
Veja aqui vídeo com a chegada de
André Vidiz e Mágico Endurancei em Compiègne

COM A PALAVRA ANDRÉ VIDIZ...
O QUE DIZER DO RESULTADO EM COMPIÈGNE?
Diria que foi a confirmação daquilo que a gente já sabia, mas que pros outros parecia que era delírio nosso: que fazemos as coisas tão bem quanto eles.

O ANO PASSADO VOCÊ FEZ A PROVA EM COMPIÈGNE, CHEGOU MUITO PRÓXIMO DA VITÓRIA E ACABOU SENTINDO O GOSTO AMARGO DA DESCLASSIFICAÇÃO. ALGO TE SERVIU DE EXPERIÊNCIA?
Claro. Apesar da trilha ter mudado do ano passado para este, eu já conhecia o piso, a topografia, o tipo de trilha. Também já conhecia melhor o cavalo.

O QUE É FAZER UMA PROVA EM COMPIÈGNE?
É um privilégio. Os franceses passam um ano tentando classificar cavalos para esta prova e nós podemos simplesmente nos inscrever. É, também, gratificante, pois estão ali os 20 melhores cavalos da França, além de cavalos muito bons que vieram da Espanha, que foi a campeã do mundo nos dois últimos mundiais.

COMO É ESTAR ENTRE OS TRÊS MELHORES DE COMPIÈGNE?

É uma mistura de alegria, dever cumprido e orgulho. Os franceses sabem o que isso significa e por isso depois da prova todos reconheciam o feito do cavalo.

ANDRÉ VIDIZ E MÁGICO ENDURANCE?
Eu comecei a montar com meu pai, aos 6 anos, mas só fazia provas de regularidade e salto. Depois fiquei um tempo só no salto e em 2001 voltei para o enduro, com meu tio, aí já competindo na livre. Desde então já fui escalado para três pans e dois mundiais (infelizmente não pudemos ir para Malásia).
O Mágico é um dos 4 filhos da Mata-Hari que a gente teve. Ele já foi a leilão aqui no Brasil mas não foi comprado e depois os árabes quiseram comprar seus dois irmãos mas não ele. Então, começamos a treiná-lo, eu fiz o Brasileiro 2007 com ele só para treinar e terminei sendo 4o e Best Condition. Depois disso ele foi pra França, correu Compiegne mas mancou, ficou treinando lá por um ano e agora correu de novo.
A minha história com ele é mais ou menos essa também. Durante uma época decidi montar apenas 4 cavalos nos treinamentos, para conhece-los melhor: o Moubarak, a Kilina, o Mágico e a Pyvha. Quando eu estava na fazenda acordava as 7:00 para dar o trato dele no pasto, vê-lo comer, selá-lo, etc. Então fiz o Brasileiro com ele, Compiegne 2008 e agora Compiegne 2009. É um cavalo que eu já conheço bem, sei do que ele é capaz.

PORQUE MÁGICO ENDURANCE FOI O ESCOLHIDO PARA SEGUIR EM TREINAMENTO E ESTADIA POR UM TEMPO NA FRANÇA?
Quando pensamos em Compiegne escolhemos 5 cavalos. Dois foram vendidos para os árabes e outro mancou. Dos dois que restaram escolhemos o Mágico porque ele estava mais pronto. Depois da prova decidimos deixá-lo lá treinando para ver como ia. Como logo depois surgiu a história do mormo e ele ia muito bem por lá, não voltou mais.

QUAL A PROGRAMAÇÃO PARA MÁGICO AGORA?
Descansar. Por enquanto é só.

MUNDIAL DE KENTUCKY COM MÁGICO ENDURANCE?
Acho uma idéia muito empolgante. Eu sei que iria apto a competir com qualquer outro conjunto do mundo.

COMO É CHEGAR UM RESULTADO DESTE COM O CAVALO DE PRÓPRIA CRIAÇÃO?

O principal é o resultado, ter sido com um cavalo criado por nós é algo a mais, algo que nos dá mais orgulho e empolgação

SUA EMOÇÃO NA CHEGADA É COMOVENTE! O QUE PASSOU EM SUA CABEÇA NAQUELE MOMENTO?

Naquele momento nada. Foi só uma explosão de tudo que passou durante um ano de espera.



Compiègne contou neste ano de 2009 com a participação de dois enduristas e cavalos brasileiros: André Vidiz com Mágico Endurance (CEI*** 160 Km – Cavalos 8 anos) e Renato Salvador com Diamond Sahara (CEI** 130 Km – Cavalos 7 anos).

Ambos os cavalos estão na França há aproximadamente um ano e desde então vêem realizando provas no país.

André Vidiz, um dos enduristas de destaque no país, conquistou brilhantemente o 3º lugar.

Desde o início da prova ele permaneceu entre os dez primeiros colocados. No 1º anel André e Mágico percorreram as trilhas a 17,60 km/h e chegaram com 1min59s de diferença do primeiro colocado, Laurie Belle montando Nalrik Armor.

No segundo anel André recuperou quatro colocações e fez a 17,73 km/h. Já o terceiro foi feito a 17,99 e mesmo aumentando velocidade, André perdeu uma colocação, ficando em 7º. No quarto anel o conjunto somou apenas 53 segundos de diferença do primeiro colocado, David Fernandes, da Espanha. Neste anel, André atingiu a velocidade de 18,01 Km/h.

Os tempos de recuperação de Mágico Endurance foram 2:53; 2:07; 2:37 e 2:59 respectivamente. André chegou com 6min16s da primeira colocada Laetitia Gonçalves, que montou Nasdak de Somman. A vice-campeã foi Sandrine Lance, que montou Nefertiti Larzac. Laetitia fez o último anel a 24,06 km/h, enquanto André somou 22,28 Km/h. Ele completou os 160 km em 8:33:46 e com velocidade média de 18,62 Km/h. Mágico é filho de Saad IBN Syed e criação do Haras Endurance.

Esse foi o melhor resultado do Brasil no Campeonato Mundial de Cavalos Novos em Compiègne. No ano passado, Nick Lins foi também Top 10, garantindo 7ª colocação com NNL Hit Me Bey. O conjunto fez a prova de 120 km a 17,14 Km/h.

Em 2008 André sentiu o amargo gosto da eliminação no penúltimo anel da prova. Talvez nunca uma eliminação tenha sido tão angustiante para a equipe Haras Endurance, uma vez que André vinha liderando a prova e Mágico apresentava ótima recuperação para entrada no vet check. Na época, André Vidiz relatou ao site Endurance Brasil que a eliminação não tirou dele uma certeza, a possibilidade de fazer bonito lá fora “Foi uma eliminação muito dolorosa, mas que não apagou aquilo que vinha ficando claro durante a trilha, para mim pelo menos, de que é possível ganhar deles. E é possível não só para mim, mas pra qualquer brasileiro que for correr fora". Foi quando André comentou que em 2009 o tira teima seria inevitável!

Renato Salvador e Diamond não terminaram a prova. A princípio, constavo nos resultados que eles tinham conquistado a 37ª colocação e que tinha feito o percurso com média de 15,62 km/h. Mas Diamond cansou e Renato não finalizou o último anel, apesar de terem largado para completar o percurso e a prova.

Eles chegou no primeiro anel com a 47º colocação e fez a 17,85 km/h. Já o segundo anel ele recuperou 4 posições e somou 18,42 Km/h. O último completo do conjunto, 3º anel, foi feito a 16,53 Km/h. Renato já fez prova em Compiègne há alguns anos, tendo um pouco de conhecimento da trilha.


RESULTADOS CEI *** 160 Km




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