C A N A I S




Mensagem a cavalo
Semana de 10 a 16 de Abril

Os Encantadores
Aluisio Marins, MV.

Como é o relacionamento do ser humano com os cavalos? Esta á um pergunta que para muitos pode ser simples de ser respondida de nos atentarmos para o lado prático e técnico e não o conceitual. Estamos falando de relacionamento comportamental e de atitudes do ser humano para com os cavalos. O tema parece profundo e filosófico demais, mas os exemplos e métodos sem critérios estão todos soltos no ar. Na linha e na moda do “Encantador de Cavalos”, devemos lembrar estas pessoas não são mágicas ou com poderes acima das outras. Usam o termo encantar para cativar pessoas que menos sabem sobre cavalos, e muitas vezes dizem que o trabalho está terminado quando na verdade nem um terço do mesmo foi feito! Encantar não é fazer o cavalo andar atrás ou ensina-lo a ficar parado do lado do “encantador”. Não existem encantadores. Os resultados de um “encanto” nada mais são do que resultados de um trabalho baseado na experiência das pessoas com os cavalos, e isto muito pouco se tem no Brasil. Portanto, um primeiro passo é acabarmos com os encantamentos e seus encantadores, e sim valorizarmos a experiência das pessoas.
Como diz Eduardo Borba, “experiência em trabalho pode ser traduzida na honestidade que se deve ter para com o cavalo e ele para comigo”. Somente assim, diz ele, poderei construir alguma confiança. Na verdade quando falamos de confiança, falamos em fazer coisas isentas de medo e intimidação, mas é também aliança, esperança, pode ser ainda acreditar em alguma coisa. “Se o programa de treinamento é baseado no medo, na intimidação e na dor, com certeza não vai existir nem confiança nem aliança. A coisa mais fácil que existe em equitação, é destruir essa confiança e essa aliança, esse vinculo que construímos com o nosso cavalo”. Borba ainda pondera dizendo que "Cavalos são criaturas que vão brigar toda vez que não tolerarem alguma coisa, mas também vão tolerar tudo aquilo que não conseguirem evitar".
Pense nisso tudo e pense diferente sobre os cavalos. Veja o caso do “rojão” no texto da semana passada e compare com esta breve conversa com Eduardo Borba. Veja quantas pessoas se dizem “Encantadores de Cavalos” quando na verdade nunca se preocuparam sequer em entender e construir algo sólido com seus cavalos. Pense e estude sobre cavalos cada vez mais. Mais do que isso – viva o cavalo e, acredite, melhore tudo na sua vida...

Boa Semana!

Fonte: Universidade do Cavalo
http://www.universidadedocavalo.com.br