Mensagem
a cavalo
Semana de 5 a
11 de Dezembro
UM JARDINEIRO NA HÍPICA
Aluisio Marins, MV.
O professor dando aula ao aluno na pista
solicitou que o mesmo viesse saltar o obstáculo. Ao
se aproximar ao galope, o cavalo desviou para a esquerda
levando o garoto para o lado e não saltando. “Venha
de novo” disse o professor. O garoto pegou o galope
novamente e veio. Um refugo na batida do salto quase consuma
a queda. Neste mesmo momento, uma voz vinda de uma das laterais
da pista disse: “volte mais seu ombro antes do salto!”.
O professor olhou para o local de onde veio a voz e viu apenas
o jardineiro varrendo a grama, como todos os dias, reconheceu
sua voz, mas não falou nada. “Venha novamente” – disse
ele ao garoto. Um novo galope, uma nova abordagem e um novo
refugo. No mesmo momento, a mesma voz dizendo: “Encurte
suas rédeas e sente mais na sela!” O professor
novamente olhou e viu somente o jardineiro varrendo a grama.
Não agüentou e foi até o homem, perguntando
por que ele estaria dando palpites técnicos sobre
a aula e os problemas que garoto estava enfrentando. Já mais
bravo, perguntou se o jardineiro entendia algo de equitação,
salto, hipismo, rédeas curtas, etc, quando teve a
grande surpresa na resposta: “Senhor, eu não
entendo nada disso que o senhor está falando, mas é só isso
que vocês falam o dia todo!”. Perplexo, o professor
voltou à aula e nada disse.
Pequenas estórias
como essa, muitas vezes transformadas em piadas, por
incrível que pareça são comuns em exposições,
clubes hípicos, provas e campeonatos. É comum ouvirmos pessoas
tecendo comentários sobre cavalos, obstáculos, julgamentos, montadas
de cavaleiros, reações de cavalos. Comentários que realmente
doem nos ouvidos, mas que são ditos com prioridade e pior, com a autoridade
de um proprietário ou amigo de um proprietário. Pérolas
como “realmente, o cavalo brigou um pouquinho antes do salto”, ou “você montou
um pouco desequilibrado”, ou até mesmo esta, que eu julgo a melhor
(ou pior...), especialmente vindo de quem nunca montou: “faltou uma montada
mais agressiva!” O jardineiro da nossa estória falou como um papagaio
fala. Um simples jardineiro que nem cavalo possui, nem quer possuir, portanto
não existiu qualquer importância ou consideração sobre
que ele disse. Pensemos bastante antes de comentarmos algo. O silêncio
vale mais do que qualquer comentário mal feito ou errado. Estudemos mais
sobre cavalos e não somente sobre os nossos cavalos. Ninguém nunca
vai saber tudo sobre estes animais, mas podemos saber um pouco mais sempre. Justifique
sua participação neste maravilhoso mundo dos cavalos com conhecimento
e não com comentários de papagaios...
Boa Semana!
Fonte: Universidade do Cavalo
http://www.universidadedocavalo.com.br
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