C A N A I S




Mensagem a cavalo
Semana de 12 a 18 de Junho

PUNIR, NÃO PUNIR OU QUANDO PUNIR...
Aluisio Marins, MV.

O relacionamento entre os seres humanos e os cavalos vem sendo cada vez mais discutido e abordado por pessoas do cavalo, profissionais, amadores e todos os que se preocupam com resultados satisfatórios com seus cavalos. Dentro do assunto, algo que sempre vem à tona é a punição de cavalos. Perguntas como quando punir, como punir ou se deve ou não punir um cavalo sempre são argumentadas e discutidas.
Punir um cavalo com relação a algo que este tenha feito de errado é muito pouco para ser considerada terminada esta discussão. É sabido que mais de 70 a 80% dos erros de um cavalo são causados pelo erro na condução do cavaleiro que nele está. Ao mesmo tempo, conhecemos cavalos que “aprendem” a sair do trabalho ou do esforço, mas ainda a causa maior deste “aprender” é o cavaleiro que não se antecipou ao erro... temos ainda aspectos como os métodos de punição, que sempre devem ser medidos partindo do ponto de vista do cavalo e não do cavaleiro, ou seja, de um predado e não de um predador. Se pensarmos como os seres humanos pensam, iremos levar tudo “para o pessoal” e descontaremos nossa raiva (que nunca deve estar presente quando a cavalo) no cavalo custe o que custar. Todos já vimos alguns “shows” de cavaleiros com cavalos em uma verdadeira briga de rua chegando ao ponto de os dois caírem no chão, como em um boteco na esquina... tudo isto por causa do lado predador do cavaleiro, que ataca, contra o lado predado do cavalo, que tenta fugir. Parece um grande contra senso é realmente é.
Portanto, o grande aspecto relacionado à punição não é somente o “como” e o “quando”, mas talvez devamos pensar no “porque” punir e em quais reais situações e motivos. Pensemos se não estamos punindo porque nos ofendemos pessoalmente com uma tentativa de fuga do trabalho ou até mesmo o desespero pela preservação instintiva dos cavalos, ou porque erramos ao solicitar algo ao cavalo, seguido de um não entendimento por parte dele e o “erro” aconteceu... pensemos se não nos falta um pouco mais de conhecimento geral sobre comportamento, atitudes, instintos e depois o treinamento específico... pensemos no conhecimento...

Boa Semana!

Fonte: Universidade do Cavalo
http://www.universidadedocavalo.com.br