Publicação da Breeder Editora e Comunicação



Paixão e dedicação que dão um charme ao esporte


O Enduro Eqüestre é um esporte que fascina seus praticantes, como também os envolvidos que acompanham a modalidade.
Isto é decorrente de esforço e resistência que circundam naturalmente o esporte. Um mundo onde a dedicação não se restringe a um só. É uma junção de fatores que fazem do enduro eqüestre o que ele é.
O site Endurance Brasil mostra aqui a dedicação e a paixão de algumas pessoas que contribuem com o charme do esporte, sejam com suas experiências, vivências ou histórias.


Sempre bem humorado, Silvio Cesarino deixa suas marcas
em cada prova de enduro que participa. Com 53 anos, ele
acompanha o enduro desde 1998, quando foi motivado pela
filha Mariana Cesarino a participar do esporte.
Ele, que já
criava cavalos e gostava de fazer longos passeios,
experimentou o enduro eqüestre e gostou! Para ele, a
participação da família foi fundamental.


Silvio conta que o enduro mudou a vida dele: “Hoje moro no
Haras e acompanho tudo o que acontece lá, desde o
nascimento até a doma e treinos dos animais. Todos os dias
tenho alguma atividade relacionada com esta minha paixão,
seja com veterinário, agrônomo, funcionários, etc”.


O empresário e endurista já competiu em outras modalidades
como futebol, vôlei, tênis, mas foi no enduro que encontrou o maior prazer “Passar o dia montado num cavalo é cansativo, mas muito agradável”.


Ele comenta que hoje está melhor fisicamente do que há dez anos “Minha prova preferida é de ***120 Km. Treino fisicamente três vezes por semana e jogo futebol aos sábados, além de montar duas vezes por semana e quando começam as competições participo de longos treinamentos na praia”.


Para quem pensa que ele para por aí, ledo engano! Faz parte do calendário anual de Silvio vários passeios como Extrema; Aparecida do Norte (6 dias pela Serra da Mantiqueira); a famosa Cuecada (3 dias entre São João da Boa Vista a Poços de Caldas); a Romaria de Bragança Paulista a Bom Jesus dos Perdões, que já conta com mais de 1000 cavaleiros.

Além desses também tem passeios por Monte Verde, Pedra Bela. Mas esses passeios não podem acontecer sem um detalhe, conta ele: “Tudo regado com muita cachaça, vinho, wisky, cerveja e churrasco”.



Ela nasceu junto com os cavalos e isso se repetiu com as filhas. Mas foi o nascimento das filhas que tempo a tempo a fez seguir outros rumos até chegar ao enduro.
Esta endurista é Cida Gazola de 52 anos que foi apresentada ao enduro há 19 anos e nunca mais abandonou o esporte. Ela fez faculdade em Belo Horizonte e para não ficar longe dos cavalos começou a fazer hipismo clássico. Quando casou voltou para sua cidade em Varginha e deu inicio ao Rural. Só que com o nascimento das filhas o esporte tornou-se perigoso e o medo começou a rondá-la, quando então fez sua última prova de Rural em um dia que levou um tombo feio e sem saber, já está grávida de sua filha Cecília. Daí em diante, ela passou por uma fase de transição até participar de seu primeiro enduro no ano de 1989 em São João da Boa Vista.
Inicialmente seu maior prazer era estar em cima de um cavalo andando pela natureza, mas hoje isso mudou. Agora sua maior satisfação é ver o resultado do treinamento feito com o cavalo e sentir a pontecialidade do cavalo que está montando “Além de encontrar amigos de uma vez só, quero ver o treinamento que realizo com meus cavalos. Sou eu e a Paula que treinamos os cavalos e não temos mais ninguém. Este é o nosso prazer e cuidado. Trabalhando assim sabemos o que realmente foi feito. Somos somente nós que montamos para treiná-los”.
Os novatos no enduro talvez não saibam que Cida Gazola já fez dez ou mais provas de 160 Km e isso porque quando ela começou no enduro só pensava em estar categorias acima do que já estava “Tenho certeza que não farei mais provas de 160 Km. Eu as fazia na raça e coragem, sem preparação nenhuma. Hoje não aconselho ninguém a fazer isso, porque para uma prova de 160 Km é preciso preparo físico e alimentar, mas também vale muito o mental e para isso não tem preparo, é nato da pessoa”.
Hoje Cida gosta mesmo é de fazer 120 km, mas ela conta não estar agüentando muito “Além de não estar agüentando muito, tenho somente um cavalo apto para isto, então vou tapeando a vida fazendo cavalos novos e provas com distâncias menores para não deixar nunca de praticar o esporte”.
Cida procura treinar seus cavalos no máximo três vezes por semana e com muito cuidado, com um treinamento leve e cuidadoso. “Levo meus cavalos para as provas completamente inteiros e sem dor. Lá sim, eu descasco o que posso deles para ver se estão respondendo ao que foi feito e sentir o potencial do animal. Mas não abuso deles. Nunca faço uma prova em função dos concorrentes, sempre em função do cavalo. Se as vezes consigo ganhar, é porque ele andou mais que os outros, nunca porque eu mandei ele andar mais que alguém”.

 


Ele faz parte de uma turma animada e que nas provas contagia a todos. Nem mesmo ele imaginaria que na Riviera de São Lourenço, litoral paulista, encontraria o descanso que procurava.

Jonas Sampaio está hoje com 59 anos e no ano de 2001 buscava alguma coisa para fazer e assim desacelerar a vida “Meu objetivo era desacelerar o processo trabalhista, porque estava começando a minha aposentadoria. Quando procurei um passeio a cavalo e foi lá na Riviera, onde tenho um apartamento, que tudo começou”.

Hoje ele faz provas de velocidade livre, em torno de 70 km e provas de regularidade, que normalmente acontecem sob a organização do Dr. Gobesso. Mas Jonas lembra da importância das condições físicas “É preciso estar em boas condições físicas para praticar o esporte, então o seu nível de vida melhora e por conseqüência aproveita mais a vida, com saúde!”.

Para ele, concluir uma prova com cavalos em boas condições é muito gratificante. Os cavalos de Jonas ficam na Hípica Bertioga , com uma equipe que trabalha os cavalos sob a supervisão do médico veterinário Roberto Turato.




Não é de pouco que existe para ele a convivência com os cavalos... Sebastião Bonfá, de 75 anos, começou aos 6 anos de idade na fazenda de seu avô paterno, próximo a Monte Santo de Minas Gerais.
Desde criança, ele já fazia longas caminhadas à cavalo “Não dispúnhamos de escola, então eu ia e voltava todos os dias a Monte Santos, eram 24 Km ida e volta. Fiz isso até os meus 12 anos, quando então mudei para São Paulo”.
Mas Bonfá não se distanciou dos cavalos e até os 19 anos ele passava todas as férias escolares na fazenda do avô. Lá ele montava e fazia longos passeios que iam da manhã até o final da tarde.
Com 20 anos ele começou a fazer aulas de equitação na Sociedade Hípica Paulista, onde ele permanece montando até hoje e também faz sua preparação física com caminhadas e aulas na academia de ginástica.
Mas o enduro apareceu na vida de Bonfá em 1992, através do amigo Roberto Rosa Fernandes e Anne Louise Vinsow. Acompanhando ambos a uma prova em Sorocaba, ele realizou o primeiro enduro de sua vida e nunca mais parou.
“Sinto um grande prazer e grande realização em participar dos Enduros e estar com meus amigos. Por muitas vezes já fui campeão em minha modalidade de velocidade controlada em curtas distâncias de 20 a80 Km”.
Sebastião Bonfá coleciona os troféus com muito carinho e foi campeão paulista em sua categoria no ano de 2006 e 2007.
Seus cavalos de enduro são todos árabes puros e são preparados em seu criatório no Haras Sítio da Minhoca, em Monte Santo de Minas Gerais