FESTIVAL
JEQUITIBÁ 2008
Entrevista com Guilherme Ferreira Santos
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Idealizada
pelo veterinário Guilherme Ferreira Santos, a prova Jequitibá
Open alcança sua 5ª edição. Por dois
anos ausente no palco do enduro eqüestre brasileiro, a competição
vem em 2008 com nova formatação, tornando-se o Festival
Internacional de Enduro Jequitibá.
Foram meses de reuniões para que entre os dias 25 e 26
de Julho tudo aconteça no melhor formato e de maneira harmoniosa
como o enduro pede.
Fazer uma prova de sucesso é sempre um desafio, principalmente
quando nela é apostado algo além do que já
foi feito no país.
O Festival Jequitibá é um investimento para os organizadores
de provas e que tentam a cada ano aproximar mais e mais o Brasil
do enduro mundial.
Foi pensando nisso que a Equipe Jequitibá trouxe para este
Festival a Copa das Nações Young Riders. Para falar
um pouco disso, Guilherme Ferreira Santos em entrevista com o
site Endurance Brasil:
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1. Qual a importância de um evento com a formatação
do Festival Jequitibá?
No Brasil,
significa fazer algo de diferente e atrativo. Mas na verdade, a prova
que propomos é o verdadeiro esporte praticado no mundo e, portanto,
importante para evoluir nossos cavaleiros também.
2. Como treinador da equipe brasileira de young riders,
como você essas duas provas que irão acontecer no Festival
Jequitibá, levando em consideração inclusive as
participações internacionais que irão receber?
A Copa das Nações é um exercício de competição
por equipes, portanto permite ao treinador fazer testes de avaliação
de novos cavaleiros que nunca tiveram oportunidade de serem observados.
A prova aberta, o Jequitibá, contribui muito para a evolução
dos jovens, pois estes estarão em confronto com cavaleiros experientes
e poderão aprender com aqueles que já praticam o esporte
a mais tempo.
3. Qual a importância para o enduro brasileiro o acontecimento
de uma Copa das Nações?
Existe uma tendência mundial de que isto aconteça de forma
oficial a partir do ano que vem e o Brasil terá sua visibilidade
participando desse processo.
4. Como o endurista young rider deve ver essa competição
e qual a importância dela para o currículo de prova dos
jovens?
O endurista YR deve ver como uma rara possibilidade de fazer no Brasil
uma verdadeira prova internacional. Estamos longe da Europa e o intercâmbio
permanente é muito raro e quase proibitivo. É uma chance
de estar em contato com aqueles que estão na nossa frente e de
se aproximar da realidade mundial.
5. Você acredita que muitos jovens brasileiros irão participar
da competição?
Espero todos aqueles que estiveram na clínica de fevereiro deste
ano e mais os outros que não puderam vir. Os cavaleiros tem mais
a aprender neste prova do que na clínica que fizeram no início
do ano, além de ser mais divertido e sem falar da possibilidade
de conhecer estrangeiros que praticam a mesma paixão.
6. Essa prova é uma seletiva para o mundial de youngs.
Por se tratar disso, torna-se mais ainda uma competição
importante para eles. Mas, vale lembrar, que é um local novo,
com trilhas novas e que irá exigir técnica de cada competidor,
já que serão trilhas com muitas variações.
Isso será um fato relevante para conhecer mais a capacidade de
cada jovem na maneira de como conduzir uma prova técnica?
Os cavaleiros enfrentarão os mesmos problemas de Campeonato Mundial,
o desconhecimento dos adversários e do percurso e é evidente
que isto terá um peso enorme em suas avaliações.
Avaliações estas que servirão para melhor conhecê-los
e posteriormente ajudá-los a evoluir. Um atleta ou uma equipe
é algo que se constroi com o tempo e com experiência. Portanto
é preciso que todos pratiquem o seu esporte e que tenham prazer
em fazê-lo. É por isso que procuramos organizar algo que
seja realmente interessante para todos.
7. A Copa das Nações é uma oportunidade de experiência
e intercâmbio de jovens. O contato com enduristas de outros países
possibilita o aprendizado, a observação de outras técnicas
e contato com maneiras diferentes de praticar o enduro. Com relação
a isso, o que você gostaria de dizer aos jovens brasileiros?
Divirtam-se praticando o esporte que vocês escolheram na vida
sem se esquecer de que a responsabilidade da saúde do cavalo
depende de vocês. Seguramente, o clima em torno desta prova favorece
o relacionamento humano. Isto é raro no mundo da competição
e provavelmente o lado mais bonito do esporte. Vocês não
podem perder isto.
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