Técnicas & Veterinária
A PROTEÍNA NA ALIMENTAÇÃO DOS EQÜINOS
por André Galvão Cintra

Historicamente, criou-se o conceito de que animal bem tratado deve ter alimentação rica em proteína, onde o fornecimento de alfafa e rações com teores de Proteína Bruta próximos a 15% seriam os ideais para a boa performance do eqüino.

Em uma análise técnica, considerando-se individualmente cada categoria animal (potros, éguas em reprodução, garanhões, animais de trabalho ou em manutenção), sabemos que existem diferenças nas necessidades protéicas de cada categoria.

O fornecimento de proteína é fundamental, devendo ocorrer de forma balanceada (sem deficiências nem excessos) de acordo com as exigências de cada animal.

Além da qualidade da Proteína, outro fator a ser levado em consideração, é sua quantidade. Todo animal deve ter um limite no teor de proteína em sua dieta. Um excesso de proteína na alimentação pode trazer problemas para o animal. Uma dieta balanceada deve considerar tudo o que se oferece ao animal, equilibrando-se o concentrado e o volumoso, além dos suplementos oferecidos ao animal.

Especialmente para cavalos de esporte, um conceito fundamental é de que o Trabalho Muscular é condicionado ao fornecimento de Energia, e não de Proteína. Portanto, devemos limitar e mensurar corretamente os valores protéicos especialmente oferecidos a esta categoria.

Quando ocorre o processo de digestão do alimento, com quebra da proteína para absorção dos aminoácidos (componente da proteína, como Lisina, Metionina), ocorre a formação de um composto tóxico (amina) para o cavalo.

Em condições normais, este composto é naturalmente eliminado pela urina, através dos rins. Quando ocorre excesso de proteína na alimentação, ocorre um excesso deste componente tóxico que não vai conseguir ser eliminado através da urina indo para a circulação sangüínea. Isto pode ocasionar o desenvolvimento de flora patogênica (prejudicial) pelo Intestino Grosso o que causará:
· Enterotoxemia: produção de toxinas no Intestino
· Problemas Hepáticos
· Emagrecimento do Animal
· Problemas Renais com urna abundante
· Má recuperação após o esforço: mais facilmente observado em cavalos de esporte, com atividade física regular
· Problemas de fertilidade em garanhões: queda na espermatogênese (processo de produção de espermatozóides)
· Transpiração Excessiva: em alguns animais é facilmente observado através do suor “espumante”, o que leva a uma perda excessiva de eletrólitos (minerais) fundamentais para o animal
· Cólicas e Timpanismo (produção de gases)

Considerações Gerais
Qualquer que seja a categoria animal a ser nutrida, devemos sempre pensar em balancear a dieta do animal, suprindo suas necessidades, sem deficiências nem excessos.

Para isso, devemos sempre contar com o auxílio de profissionais capacitados e de softwares de dieta, para oferecermos corretamente todos os nutrientes fundamentais: Energia, Proteína, Macro e Micro Minerais e Vitaminas, lembrando sempre que, para cada categoria, existem diferentes necessidades nutricionais que devem ser supridas para o bom desempenho do animal.

André Galvão Cintra
Médico Veterinário
Consultoria, Planejamento & Homeopatia
Presidente ABCC Bretão
Fone: (19) 3808.4828
Celular: (19) 9705.9734
e-mail: nutricaoequina@uol.com.br


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